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PRATA, MG, Brazil
Sou uma guerreira que batalha pela realização de um sonho que abrange o coletivo. Sou questionadora pela necessidade de fazer valer os direitos humanos. Sou determinada e insistente na nossa luta porque a exploração ainda é latente. Sou sujeita em movimento, sempre comprometida com o projeto ético politico profissional. Sou dinâmica e decidida, capaz de tornar minha profissão cada vez mais crítica, combativa e reflexiva. Sou trabalhadora e estou inserida na luta de classes: SOU ASSISTENTE SOCIAL.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017




As Prisões e as penas no Brasil não combatem a criminalidade.

Tal afirmação parte ao analisarmos que o Brasil possui a terceira (3ª) população carcerária no mundo e continua sendo um país cuja violência cresce assustadoramente. Ao termos Eike Batista¹ preso, assim como grandes executivos e políticos brasileiros, brancos e bem sucedidos economicamente, corre-se o risco de  generalizar toda população carcerária com base na prisão desses e assim, desconsiderar a verdadeira realidade. Também não podemos ignorar que tais prisões são extraordinárias e nos remete a sensação de que a Lei está sendo aplicada pra todos. Mas , convenhamos, é demasiadamente cedo para acreditarmos em uma justiça igualitária e totalitária. Consideráveis números de estudiosos sociais concordam que a prisão e as penas no Brasil são desleais em razão de dados confirmarem uma população em sua maioria negra, sem escolaridade e de classe predominantemente pobre. E estão certos. Basta conferir o último senso penitenciário e veremos que a maioria são jovens, negros e com ensino fundamental incompleto. Mas afinal, já reparastes qual o perfil socioeconômico de quem julga? É como se o judiciário, vestido pela classe dominante representada por brancos diplomados, agisse a fim de neutralizar/ exterminar esses segmentos sociais de excluídos. O capitalismo adora utilizar da repressão para se consolidar e, com isso, apoiado por um poder midiático, dita quem é e quem não é bandido.  E no Brasil, “bandido” tem raça e classe social pré-estabelecida. O Estado por vez, vinha aplaudindo tudo isso. Ele via os setores mais pobres da sociedade sendo aniquilidados e, uma imagem de Bem Estar Social sendo vendida ao povo. A fim de desmitificar essa imagem notória de querer ocultar os excluídos resolveu dar visibilidade a prisões dos “colarinhos brancos”. Passando-se então, aos menos esclarecidos, uma visão de que o país está sendo passado a limpo e o crime tem sido punido em todos os setores sociais. Seria lindo tudo isso se não houvesse estratégias políticas por trás de cada ação pensada do Sistema Político de Direita representado pela ideologia neo-liberalista. Por trás da prisão de selecionados homens brancos do meio empresarial e meio político, objetiva-se uma repercussão entre os subalternos que por vez, temem a mão pesada do poder. A repercussão provocada por uma mídia partidária faz a massa crer que ninguém ficará impune diante seus “crimes”. Quando na verdade, o neoliberalismo vestido com sua mais violenta armadura, visa deter toda a força esquerdista e para isso, avança em direção ao maior representante da classe trabalhadora do Brasil: Luiz Inácio Lula da Silva. Aquilo que era considerado obstinação, transformou-se em ideologia de ódio a fins de penalizar o líder sindical que com ousadia e destemor, desorganizou o sistema capitalista e enalteceu os excluídos. Mas voltemos diretamente ao sistema penitenciário brasileiro. Esse realmente merece uma atenção maior de todos nós. É preciso admitir: os presídios no Brasil são faculdades/universidades do mais alto nível para a criminalidade. Não somente por estarem superlotados e com condições desumanas, como também, por suas práticas de ressocialização serem fracas e ineficazes. O governo almejada metas, mas não investe em educação, infrastrutura e oportunidades de inserção social aos presos. Em segundo plano, as secretarias responsáveis, amparadas pelo próprio governo, utilizam a maquina para abrangência de licitações indevidas e em nada investem em capacitações e materiais imprescindíveis aos profissionais. Digo, capacitações humanizadas, voltadas para a prática ética. Os agentes de ressocialização, desamparados, sob forte pressão psicológica e assedio moral de dentro das celas e por parte de gestores despreparados, se corrompem, em sua maioria, em razão de descrença pelas mudanças benéficas ou por se verem coagidos por forças maiores. O sistema prisional no Brasil é uma piada de muito mal gosto. Não funciona como a teoria vem pregando. Incomoda-me muito quando a mídia foca somente na estrutura dos presídios, instalações e condições sub-humanas aos presos. Todos precisam saber que, o principal problema do sistema prisional brasileiro, concentra-se na gestão e naquilo que consideram “controle-social” ditado pelas esferas governamentais. Qualquer ser humano em seu estado normal quando se vê oprimido, torturado e desrespeitado, indigna-se e revolta-se. Mas se tratando de presos, os principais conhecedores do sistema corrompido, as reações são animalescas e agravantes. Apesar de não existir real interesse por parte do Estado, a Reforma da Segurança Pública se faz necessária com a Máxima urgência.

Obs1: Levando em consideração a extensão do presente texto e, a necessidade de detalhamento aprofundado e embasado em torno das partes trazidas ate aqui estenderemos tal explanação para a próxima publicação.


Eike Batista¹:É um empresário brasileiro, de ascendência alemã, que fez e perdeu fortuna na exploração de mineração, petróleo, gás, logistíca, energia, industria naval e carvão mineral. Já foi considerado o homem mais rico do Brasil e o 8º mais rico do mundo.

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